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SIMPLESMENTE AZUL - SILVIA MATOS - GALERIA DE ARTE DA ESCOLA COMUNITÁRIA-FRANCISCO BIOJONE - SIMPLESMENTE AZUL

SIMPLESMENTE AZUL

SILVIA MATOS

 

Quando, na década de 50, o artista francês Ives Klein patenteou um tom de azul denominado por ele de “International Klein Blue”, trouxe para o campo da arte uma nova forma de representação, na qual o monocromatismo era a temática.

A referência a Klein é um adjetivo a mais na apresentação do processo criador de Sílvia Matos, mas não é um condicionador da sua pesquisa, que busca através da monocromia a síntese da composição pictórica.

Desenvolvida ao longo de vários anos, o azul serviu de mote para desenvolvimento de obras em diversas técnicas, passando pelo óleo sobre tela, fotografia, pigmento com plástico sobre tela e  pinturas secas sobre tela mole.

Da sua primeira mostra, realizada em 1987, na Galeria de Arte do Centro de Centro de Convivência Cultural, a apresentação feita por Maria Helena Mota Paes traz uma previsão da sua produção futura.

 

AZUL – SÍLVIA

Agora que vivemos um tempo de quase sempre arte comandada, através de temas academicamente indicados, como se vivêssemos em escolas, como se o artista pudesse ser programado, o que sentimos diante da obra de Sílvia Matos é um alívio, um respirar fundo, arte porque arte.

A arte de Silvia Matos é um raro momento de grandeza, somente as direções desorientadas podem perdê-la de vista, é um privilégio vê-la.

Embora a arte esteja desrespeitada pelas invenções oportunistas e mercantilistas, ainda ouvimos a voz do artista clamando pelo direito da essência da arte, única maneira de se ver a arte pela de ver. A distância entre a obra de arte e sua definição é intransponível. O artista cria porque artista, o artista não se torna, nasce.

Sílvia Matos nasceu artista. Sua arte existe nesse denso repassar de sonhos, surpreendidos pela luz da hora, essa hora verdade imponderável de si mesma.

Sua problemática se desenvolve com a certeza do procurado-encontrado, esse caminho das grandes chegadas. Esse espaço de essência azul, esse azul que a leva ao desenrolar das suas emoções, tem a força do grande que sempre chega, porque ele só chega ao azul da questão, porque ele só pode criar o azul dentro de si mesmo, o azul-perscrutação, o Azul-Sílvia.

Essa chegada deixará marcas, outros momentos virão porque o caminho existe.

 

Galeria De Arte Da Escola Comunitária – Francisco Biojone

Coordenação e Curadoria: Tina Gonçalez

Período: 25 de setembro a 10 de novembro de 2015

 

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Galeria de Arte da Escola Comunitária de Campinas



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