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Amélia Pires Palermo

Amélia Pires Palermo nasceu a 14 de maio de 1920, na cidade de Campinas, sendo a primogênita dentre onze irmãos. Filha de Maria Pires de Camargo Palermo, da tradicional família campineira Pires de Camargo, e de Ângelo Palermo, descendente de imigrantes italianos.

Descobriu muito cedo sua vocação de educadora. Aos dez anos, já começava a dar aulas particulares para crianças da vizinhança. Cursou desde o primário até o curso de formação de professores (antigo Normal) no Instituto de Educação Carlos Gomes. Depois de formada, passou a lecionar no colégio Progresso Campineiro, onde, mais tarde, exerceria a função de diretora pedagógica.

D. Amélia sempre gostou de trabalhar com crianças e jovens, tendo sido esse, provavelmente, o motivo mais forte que a levou a fazer sua opção profissional. Se não fosse professora, D. Amélia talvez fosse engenheira. Para construir pontes; as pontes cortam distâncias, aproximam as pessoas e por isso me fascinam. E esse fascínio a acompanhou nas suas viagens, nas paisagens que chamaram mais a sua atenção, na escolha de seus quadros.

D. Amélia lecionou para as mais diversas idades – primeira a quarta série, quinta a oitava, curso de magistério. Fez curso superior de Geografia e História e de Orientação Educacional na PUCC (única universidade de Campinas naquela época). Mais tarde, em 1972, fez curso de Planejamento Educacional em Santiago do Chile.

Fez do magistério uma profissão para ser levada a sério. Dentre os valores vividos e apregoados por ela está a sala de aula, um lugar sagrado. Para isso, exige diariamente do professor um ritual de preparação, de trabalho e preocupação com a aprendizagem do aluno. Toda a sua formação, leitura e estudo se traduz, na prática, no seu trabalho em sala de aula. Para D. Amélia, a reflexão sobre a prática é fundamental. Além de ler, estudar, fazer cursos, todos os dias o professor precisa refletir sobre sua prática. Precisa se perguntar: o que fiz ontem? Por quê? E o que vou fazer hoje? Por quê?  O estudo, a teoria, somado à reflexão sobre a sua prática, é que vão torná-lo competente.
Um professor deve estar sempre aprendendo: com seus alunos, pais dos alunos, colegas... deve ser um eterno aprendiz. Precisa, ao mesmo tempo, ter criatividade e organização, espírito de pesquisa, seriedade nas propostas e muita coerência, procurando sempre ensinar aquilo que ele próprio pensa, vive e acredita.

Sobre os rumos da educação no Brasil, há sempre esperança. O governo tem um papel primordial. Cabe-lhe incentivar e cuidar da formação do professor, possibilitar melhores condições de trabalho, um salário mais digno, para que o professor possa ter acesso a livros, cursos e continuar estudando e aprendendo. A sociedade tem também o seu papel, valorizando o professor, assumindo alguns projetos da escola pública.

E o professor precisa se valorizar, acreditar que ele é capaz, acreditar cada vez mais na sua força, na sua luta, tomar consciência do valor do seu papel de educador. Compreender que educador é aquele que não está preocupado só em ensinar, mas em fazer o aluno aprender. Aprender não só conteúdos, mas aprender habilidades, aprender valores.

E, como educadora, os sonhos de D. Amélia permanecem: ver os alunos felizes dentro das escolas, professores bem-humorados, com esperança de dias melhores. Não uma esperança ingênua, mas uma esperança fundamentada em uma crença: eu sou capaz, eu vou conseguir. E toda vez que encontrar dificuldades, ser capaz de encontrar saídas, de lutar para superá-las.

Com a fundação da Escola Comunitária de Campinas, a 7 de novembro de 1977, D. Amélia foi convidada pelos pais e professores a ocupar o cargo de Diretora Pedagógica, o qual exerceu por 31anos.

Antes que os alicerces do novo prédio fossem levantados, D. Amélia, com sua equipe pedagógica, já definia a filosofia de educação da nova escola, seus princípios e valores e sua proposta pedagógica.
Vivendo o dia a dia dessa instituição educacional, registrou com experiências, atos e palavras um pouco da sua história.

Reunindo alguns de seus textos,  discursos e depoimentos foi publicado o livro Lançando sementes. Um presente à autora e a todos que acompanharam de perto sua trajetória.
Em 2008, D. Amélia foi homenageada com o título de Professora Emérita da Escola Comunitária de Campinas.

 

       Lançando sementes
              Amélia Pires Palermo
        2000

 

Com 60 anos dedicados (oficialmente) á educação, Amélia Pires Palermo tornou-se um grande exemplo de educadora, um ponto de referência importante na cidade de Campinas e no estado de São Paulo para as escolas de Ensino Fundamental e Médio. Diante de desafios e situações novas, é comum ver diretores professores de escola buscando saber “o que pensa Da. Amélia”.

Fez do magistério, como ela mesma diz, uma profissão para ser levada a sério. Dentre os valores que vive e apregoa – a sala de aula é um lugar sagrado. Para isso exige diariamente do professor um ritual de preparação, de trabalho e preocupação com a aprendizagem do aluno. Toda a sua formação, leitura e estudo se traduz, na prática, no seu trabalho em sala de aula afirma.

Sobre os rumos da educação no Brasil, o momento é de esperança: Com a nova lei de diretrizes e bases e os parâmetros curriculares, tenho esperança de que possamos caminhar mai depressa e voltar a valorizar novamente o professor, a escola, o ensino-aprendizagem, explica Da. Amélia.

“É bom ter uma irmã, Da. Amélia é nossa irmã! É bom ter uma amiga, Amélia é nossa amiga! É bom ter um anjo protetor, Dna. Amelinha é nosso anjo. É bom ter uma conselheira, Dna. Amélia é tudo isso e mais ainda. Ela é nossa fada madrinha que se desloca com a leveza do amor, sempre presente onde dela necessitamos. Fada madrinha que surge de repente, acenando para nós, nas encruzilhadas difíceis do caminho. Dona Amélia, fada madrinha de cuja varinha mágica todos já recebemos alegria e força para ir longe no milagre da vida e da fé”.

Dom Celso Queiroz

·         formou, junto com D. Amélia, a Comunidade João XXIII, em Campinas, no final da década de 60.

·         de 1976 a 2000 foi bispo auxiliar na Arquidiocese de São Paulo Região Episcopal Ipiranga.

·         em 2000 foi nomeado 1º bispo da Diocese de Catanduva.

 

 

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