Pular para o conteúdo

Abrir baús, latas, “caixas de guardados” para encontrar tesouros e narrativas em formas de fotografias,  flores secas, papéis de bala, cartas, fitas,… lembranças. São “caixas de  guardados” de valor inestimável pois o que guardam não se compra… não tem preço.

Pedaços das histórias de pessoas  que chegaram e viveram neste mundo antes de nós:  são os  avós!

Formaram nossas famílias, criaram nossos pais…são pais de nossos pais.

Sabem de coisas que não sabemos, viveram coisas que não vivemos, viram coisas que não vimos. Os infantis 1 e 2 estão vivendo nesse tempo remoto a história de Amelinha.

Amelinha, menina Amélia, personifica e homenageia o centenário dessa grande educadora Amélia Pires Palermo que sonhou e realizou a nossa Escola Comunitária!

Ter uma avó ou um avô, muitas vezes um “biso” ou uma “bisa”, que nos contem histórias gostosas de suas infâncias e partilhem seus conhecimentos, é algo que aquece nossos corações e também nos traz muita alegria! 

Trouxemos a carinhosa figura da avó da Amelinha para personificar todos os nossos avós; ela é a soma de todos eles e das avós Cândida e Vitória, as avós da D.Amélia! Ela está conosco para ser a voz de nossos avós ao viver esta Escola de sonhos, criada por  D. Amélia, Escola Comunitária de Campinas!

Ela, D. Amélia, criou espaços  para a voz dos “mais velhos” ecoar e ser valorizada;  temos o estudo do tempo dos bisavós e o Dia do Chá que acontece todos os anos, valorizando a nossa cultura e as nossas tradições populares e ancestrais de alimentação, conforto, cuidado e cura.  

Esse é um dia muito esperado e apreciado por todos nós da ECC, desde as crianças menores, até os adolescentes e adultos. É um momento que, na simplicidade de saborear os chás quentinhos,  proporciona  encontros afetivos  entre nós e  ela, D. Amélia, fazendo deste dia,  um dia sempre especial!

Neste dia, homenageamos D. Amélia em nossos corações, com gratidão pelo centenário de sua vida, que floresceu em muitas outras vidas; convidamos vocês a prepararem e “brindarem”  conosco  nessa  saborosa e afetiva experiência de sabores e aromas: os chás.

Na figura dos avós queremos honrar quem nos deu o fio que nos une a novas vidas, dando voz e valorizando quem sabe a Vida, antes das nossas vidas.

 

“Um mundo social que possui uma riqueza e uma diversidade que não conhecemos pode chegar-nos através das memórias dos velhos. Momentos desse mundo perdido podem ser compreendidos por quem não os viveu e até humanizar o presente; a conversa evocativa de um velho é sempre uma experiência profunda” .

 (Ecléa Bosi/Memória e Sociedade: Lembrança de Velhos)