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Por Gabriela Coppola e Clara Viana

A ECCA (Comunidade de Cuidado e Apoio) do Ensino Fundamental 2 da Escola Comunitária de Campinas (ECC) propôs novamente uma reflexão sobre as panelinhas de amizade, que podem trazer conforto, mas também se tornar espaços de exclusão social.

A partir de murais e cavaletes interativos, a ECCA coletou informações sobre essas “panelinhas” e elaborou reflexões para compreender o que é positivo nesses grupos, quais são os seus desafios e como os estudantes podem agir para ampliar as relações afetivas no espaço escolar.

Para o aluno Eduardo, também membro da ECCA, a iniciativa tem um papel prático no cotidiano. “Essas mensagens ajudam a pensar em um ambiente escolar melhor e fazem as pessoas refletirem sobre os riscos de um grupo fechado. ”

O ponto central dessa discussão sobre convivência foi reforçado por Rafaela, integrante da ECCA, ao definir de forma clara quando uma amizade deixa de ser saudável para o coletivo.

“O problema da panelinha não é a amizade ou a panelinha em si, é ser a tampa: se ninguém puder entrar, ninguém poderá sair e ficar só aquele grupo”, concluiu a aluna.

Essa iniciativa da ECCA reforça o compromisso da Comunitária em cultivar um ambiente escolar inclusivo e acolhedor. Ao refletir sobre as panelinhas, os estudantes aprendem a valorizar a amizade sem perder de vista a importância da abertura e da convivência com diferentes grupos. Que cada aluno seja agente dessa mudança, mantendo suas amizades, mas sempre deixando espaço para novas conexões que fortaleçam o espírito comunitário da escola.