Escola Comunitária celebra o Dia da Internet Segura com ações educativas
Por Clara Viana e Adilson Gonçalves
Nesta semana, a Escola Comunitária de Campinas (ECC) está celebrando o Dia da Internet Segura (10/02) com uma série de iniciativas que envolvem estudantes, professores, famílias e equipe técnica.
O objetivo é divulgar ações concretas de difusão da cultura digital e reforçar a importância da cidadania digital no ambiente escolar e familiar, mostrando que segurança e consciência no uso da tecnologia são responsabilidades compartilhadas.
Nesse contexto, o Diretor Pedagógico, Marcos Marcio, destaca a atuação da Comunitária em conformidade com o ECA Digital (Lei nº 15.211/2025) e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A legislação amplia a proteção do Estatuto da Criança e do Adolescente para o universo digital, estabelecendo regras específicas para garantir segurança e combater práticas como o cyberbullying. “Segurança digital é uma questão de cidadania. Educamos para identificar riscos e combater a desinformação, garantindo que o espaço digital seja de aprendizado, não de vulnerabilidade”, afirma Marcos.
A dimensão técnica complementa esse trabalho pedagógico. Para assegurar que o ambiente digital seja seguro e adequado ao uso educacional, a ECC adota políticas de segurança no uso das contas institucionais e dos equipamentos.
“Todos os alunos recebem contas institucionais e, do 2º ao 7º ano, utilizam Chromebooks gerenciados. A partir do 8º ano, passam a usar seus próprios dispositivos, sempre em ambiente monitorado. Nosso objetivo é oferecer um ambiente digital seguro, organizado e adequado ao uso pedagógico”, explica Renata Canha, Supervisora de Informática da ECC.
O compromisso com a cidadania digital também se reflete diretamente nas práticas de sala de aula. Os alunos não apenas consomem conteúdos digitais, mas aprendem a pesquisar, validar fontes e dominar ferramentas para o letramento digital. Além disso, está sendo introduzido o uso ético e crítico da Inteligência Artificial nas séries finais, ampliando a reflexão sobre tecnologia.
“A tecnologia deve ser uma aliada no processo de ensino-aprendizagem. Em momentos como a Semana da Internet Segura, intensificamos esse diálogo com atividades práticas e palestras”, ressalta o professor e Coordenador de Tecnologias Educacionais, Adilson Gonçalves.
Essa construção coletiva só é possível porque as famílias também desempenham papel essencial. Em 2024, foi criado o Grupo OHLHAR (Onde Há Limites, Há Amor e Respeito), iniciativa de mães da escola que busca reforçar o papel das famílias no cuidado e controle do uso de celulares, dispositivos eletrônicos e redes sociais. O grupo promove workshops, encontros e ações que convidam pais, mães e responsáveis a refletirem sobre a mediação no uso da internet.
“Eu acho que a gente tem a vantagem, sendo um ambiente que possibilita a participação das famílias, de o diálogo ser muito intenso e frequente. Assim, tudo o que é proposto pela Comunitária é bem acolhido, o que facilita o intercâmbio entre comunidade escolar e família, porque não adianta a instituição estar propondo uma coisa e em casa ser diferente, ou vice-versa. Portanto, a característica de uma escola comunitária e participativa favorece esse diálogo e o letramento digital, tão importante para os pais hoje em dia”, afirma Lígia Neubern, mãe do Movimento OHLHAR.