4º ano explora a Mata Santa Genebra em Estudo do Meio
Por Clara Viana
Atualizado em 03/06/2026 às 09h50
Os estudantes do 4º ano do Ensino Fundamental 1 participaram de um Estudo do Meio à Mata Santa Genebra, reserva ecológica localizada em Campinas (SP). A atividade integra o Projeto Povos Originários e a formação do Brasil e teve como objetivo transformar conceitos aprendidos em sala de aula em prática científica, estimulando a capacidade de observação e pesquisa ativa em um dos maiores remanescentes de floresta urbana da região.
Equipados com pranchetas, papel e caneta, os estudantes foram instigados a reconhecer a biodiversidade presente na mata, compreender as interações entre os organismos e identificar as formas de adaptação das espécies ao ambiente natural, considerando tanto as dimensões morfológicas quanto as ecológicas.
O roteiro incluiu três trilhas: a borda da mata até o Lago da Sanã, a Trilha do Jatobá e a Trilha do Borboletário, cada uma com características distintas e riquezas próprias, oferecendo aos alunos uma diversidade de ambientes e espécies ao longo do percurso.
Todo o trajeto foi acompanhado de perto pelas professoras das turmas e pelas biólogas do Projeto Caminhadas Verdes, contando ainda com o apoio de uma equipe de especialistas que detalharam informações técnicas sobre a mata, além de garantir a segurança necessária durante o percurso.
O Estudo do Meio também teve como propósito transformar os estudantes em protagonistas do conhecimento científico, consolidando a educação ambiental como ferramenta fundamental para a formação dos alunos e conectando-os diretamente ao patrimônio natural que resiste em meio a nossa cidade.
Mata Santa Genebra
A Mata Santa Genebra é ARIE (Área de Relevante Interesse Ecológico), com de cerca de 250 hectares de Mata Atlântica ligada ao ICMBio, e também uma Reserva Municipal. Ela pertencia originalmente à Fazenda Santa Genebra, do Barão Geraldo de Rezende. A área foi doada à cidade de Campinas em 14 de julho de 1981 por Dona Jandyra Pamplona de Oliveira, viúva de José Pedro de Oliveira, sob a condição de que a “sombra da mata” fosse integralmente preservada. Sua gestão é realizada pela Fundação José Pedro de Oliveira, da Prefeitura de Campinas, consolidando o espaço como um cenário essencial para a conservação e a educação ambiental na região.