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Por Clara Viana

Em maio, as crianças do 1º ano A do Ensino Fundamental 1 trocaram a sala de aula pela cozinha e prepararam a tradicional “sopa do rei”, uma atividade prática e saborosa que integra o projeto “Muralhas que contam histórias”, que tem como proposta aproximar os alunos da Idade Média, explorando diferentes áreas do conhecimento por meio do lúdico e da afetividade.

Além de ser uma vivência culinária, a atividade carregou um profundo viés pedagógico. O grande objetivo do projeto é fazer os estudantes transitarem entre o passado e o presente, despertando a curiosidade e permitindo que cada criança se reconheça como sujeito ativo da história.

Antes de colocar a mão na massa, os alunos participaram de outras experiências que remetem ao período medieval. Entre elas, um “torneio”, realizado na aula de Educação Física, no qual escolheram um nome para seu reino, produziram a heráldica da turma, no Laboratório Maker, pintaram as espadas e também  com o  auxílio das famílias fizeram seu próprio escudo em casa.

O trabalho com projetos na escola tem como premissa o protagonismo da criança nas várias etapas do processo, desde a  elaboração das perguntas problematizadoras como foco das investigações até as diversas estratégias vividas. Nos primeiros anos, uma das questões que surgiu foi sobre a alimentação da época.

Após a coleta de dados sobre os alimentos consumidos na Idade Média, cada criança trouxe um legume ou pão para compor a receita. Na cozinha do prédio do Infantil, todos participaram da preparação da sopa, vivenciando de forma prática os sabores que marcaram aquele período.

O aprendizado não parou por aí. Como continuidade ao projeto, as turmas visitaram o Castelo dos Vinhais, em Vinhedo, para observar de perto a arquitetura, os costumes e o lazer da Idade Média. Além disso, os alunos estão construindo catapultas no Laboratório Maker, relacionando o estudo das armas às batalhas medievais. 

Para ampliar ainda mais a experiência, houve a exposição das maquetes produzidas pelas crianças, com o apoio das famílias, representando os diferentes cômodos dos castelos medievais. 

O encerramento do projeto será marcado pela escrita de um livro inspirado em “Bárbaro”, de Renato Moriconi, consolidando as descobertas e reflexões vividas ao longo da jornada.