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Por Camila Soligo Barbosa

Corpo, cultura e ancestralidade como caminhos de aprendizagem

Na última semana de fevereiro, os 5ºˢ anos realizaram o Estudo do Meio no IBAÔ – Instituto Baobá de Cultura e Arte, uma proposta que articula a área de Educação Física ao Projeto de Classe – “Quem somos nós?”.

A saída foi planejada como travessia: uma abertura de caminhos de escuta, movimento e reconhecimento. Antes mesmo de formular respostas, vivemos experiências que nos ajudaram a sentir a pergunta.

Ao atravessar os portões do IBAÔ, atravessamos tempos e memórias. O corpo tornou-se território de aprendizagem, lugar onde a história se inscreve e a ancestralidade se manifesta.

Vivenciamos movimentos da capoeira, a ginga que embala e sustenta, os deslocamentos e as esquivas que exigem presença e atenção. Cada gesto revelou que aprender também é reconhecer as heranças culturais que nos constituem.

Na oficina de percussão, as mãos descobriram o diálogo dos tambores. Um som respondia ao outro, e os alunos experimentaram a construção de uma pulsação coletiva.

No samba de roda, um simples tecido ampliou os gestos e convidou o corpo a ocupar o espaço de outro modo. Meninos e meninas experimentaram o giro, o balanço e a leveza das saias, ampliando percepções. A roda tornou-se celebração, respeito e reconhecimento.

Mais do que conhecer um novo espaço, a experiência reafirmou que a Educação Física é também cultura, história e identidade.

Seguimos caminhando com consciência e respeito, sabendo que aprender é honrar os caminhos que nos trouxeram até aqui e semear outros, para nós e para aqueles que vêm depois.