Experimentar, escolher, combinar, tentar de novo
Por Camila Barbosa
Nos dias 19 e 20 de agosto, os estudantes do 4º ano do Ensino Fundamental 1 da Escola Comunitária de Campinas participaram de um encontro com suas famílias para compartilhar experiências vividas na Ginástica para Todos. Durante essa iniciativa, os alunos exploraram diferentes formas de criação com o corpo, com materiais e com os colegas nas aulas de Educação Física.
As experiências vividas ao longo do percurso ganharam forma em composições criadas pelas próprias crianças. Ao compartilhar suas composições com as famílias, as crianças apresentam criações que nasceram nas aulas e foram ganhando, pouco a pouco, um jeito próprio de existir.
Uma experiência de criação com a Ginástica para Todos
Nas aulas de Educação Física dos 4º anos , a Ginástica para Todos foi, pouco a pouco, ocupando a quadra. Primeiro vieram os jogos, os desafios e as experiências de cooperação. Depois, chegaram os materiais (arcos, bolas, pneus, balangandãs, macarrões de piscina) e com eles, surgiram movimentos conhecidos, outros inventados, tentativas, descobertas e muitas maneiras de ocupar o espaço.
Entre experimentar um gesto e descobrir outro, as crianças exploraram ritmos, planos, deslocamentos, acrobacias de solo e formações coletivas. À medida que o trabalho avançava, movimentar-se passou também a pedir atenção ao que acontecia ao redor, observando uma ideia, esperando o tempo do outro, oferecendo apoio, confiando, experimentando novamente e combinando escolhas.
Aquilo que começava como exploração foi ganhando forma. Em pequenos grupos, as crianças escolheram movimentos, fizeram combinações, modificaram propostas e construíram suas próprias composições. Havia um repertório construído nas aulas e o desafio de transformar experiências, movimentos e ideias em uma criação compartilhada.
Nesse processo, cada composição foi encontrando seu próprio jeito de existir. Há movimentos que nasceram da exploração de um material e outros que surgiram de uma ideia lançada por alguém e transformada pelo grupo e movimentos que só se tornaram possíveis porque havia alguém ao lado.
A apresentação às famílias torna visível o percurso vivido nas aulas de Educação Física. Cada gesto carrega um pouco das experimentações, das escolhas e das relações construídas ao longo do caminho. E cada coreografia guarda algo que só poderia ter surgido ali, naquele grupo, entre aquelas crianças.