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Por Ana Helena Grimaldi e Rodrigo Bryan

No dia 15 de abril, a Escola Comunitária de Campinas promoveu um sábado letivo para os alunos do Ensino Fundamental 2 e do Ensino Médio com a temática Antirracista. Várias atividades e oficinas foram oferecidas para refletir sobre a importância da cultura africana e das práticas antirracistas.

Dentre tais atividades, o Núcleo de Artes da Escola ofereceu duas oficinas para os alunos e alunas. A oficina de Máscaras Africanas ministrada pelo professor Rodrigo Bryan e a oficina CORpos LUZ  – contornos para uma reflexão antirracista, ministrada pelo professor Eduardo Vasconcellos e pelas professoras Ana Helena Grimaldi e Magaly Farias.

Máscaras Africanas 

As máscaras africanas são uma parte importante do patrimônio cultural do continente e são usadas há séculos em várias cerimônias e rituais. As máscaras são geralmente feitas de uma variedade de materiais, incluindo madeira, metal e tecido, e se expressam em uma ampla variedade de formas e tamanhos.

A proposta da oficina considerou a construção de máscaras africanas utilizando materiais simples como papelão e cola, oferecendo a exploração e a percepção dos detalhes e do simbolismo presentes através da expressão artística.

O trabalho foi uma maneira de fomentar a criatividade e ao mesmo tempo conhecer um pouco mais sobre a cultura dos povos africanos, considerando a partir deste trabalho a possibilidade de estabelecer ainda relações da estética e da arte do continente africano que tanto inspirou artistas e artesãos ao longo da nossa história.

CORpos LUZ  – Contornos para uma Reflexão Antirracista

Neste encontro conversamos sobre como nossos corpos são moldados por tudo o que vivemos: histórias, origens, apagamentos e afetos. A partir de fragmentos do pensamento antirracista de importantes intelectuais como Grada Kilomba, Djamila Ribeiro e Silvio Almeida,  fizemos uma reflexão sobre diferenças e semelhanças a partir de experiências com a luz e a projeção de sombras, por meio da expressão corporal e do desenho coletivo. Os alunos e as alunas foram convidado(a)s a explorar gestos corporais, suas sombras e o desenho, buscando focos de luz e fazendo escolhas como material, cor, foco, distância… sempre contando com a colaboração recíproca: um ilumina o outro, valorizando-o; um desenha o outro, reconhecendo sua presença.

Projetamos e contornamos nossos corpos nesse grande papel coletivo – corpos diversos, afetados por outros corpos e pelos diferentes contextos em que vivem – enquanto conversamos sobre formas de desnaturalizar preconceito, intolerância e discriminação, respeitando as diferenças e as liberdades individuais.