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Por Clara Viana

No dia 20 de maio, os estudantes da 1ª série do Ensino Médio vivenciaram uma aula de Química dinâmica e divertida. O aprendizado da tabela periódica saiu dos livros e ganhou as mesas da sala por meio do “DMITRI”, um jogo interativo com cartas que representam elementos químicos e regras que exigem raciocínio, não apenas memorização.

Inspirado no popular jogo “Porco”, já conhecido por boa parte dos estudantes, o DMITRI teve como principal objetivo fazer com que as turmas compreendessem a organização da tabela periódica e suas propriedades fundamentais por meio de uma atividade prática.

A dinâmica do jogo guarda semelhanças com o original: quem completa uma quadra primeiro deve abaixar as cartas viradas para baixo de forma discreta. O último a perceber perde uma vida, contabilizada pelas letras da palavra DMITRI, homenagem a Dmitri Mendeleev, o cientista russo considerado o pai da tabela periódica moderna. Quem completa todas as letras está eliminado.

Mas a rodada não termina com a quadra formada. Para validá-la, os estudantes precisam organizar as cartas em um tabuleiro que simula a tabela periódica e responder a questões sobre o conteúdo. É nesse momento que a brincadeira se transforma em aprendizado consolidado, a mesa vira, literalmente, uma tabela periódica montada pelos próprios alunos.

A busca por novas formas de ensinar Química levou a professora Aline Modesto a propor a atividade. O desafio era criar uma prática processual e formativa que se afastasse do modelo tradicional, mas mantivesse o foco na compreensão da organização da tabela periódica e de suas propriedades. A solução veio das páginas da revista Química Nova na Escola.

“Procurei na revista “Química Nova na Escola” (DMITRI: um jogo didático para explorar a tabela periódica voltado à educação básica) práticas diferentes relacionadas à Tabela Periódica. Olhei alguns artigos que descreviam jogos mais de memorização e descobri essa proposta parecida com o PORCO, muito jogado pelos alunos. A partir dela, reproduzi as cartas, o tabuleiro e as regras de acordo com a realidade da sala. Para sistematização da atividade, também foi elaborada uma folha de apoio com algumas questões sobre o assunto”, explicou a professora de Química.

Os elementos presentes no jogo foram escolhidos a dedo: são os chamados elementos representativos, aqueles que apresentam comportamento mais previsível em relação a ligações químicas e reações. Além de aparecerem com frequência em compostos do cotidiano, eles permitem que os alunos comecem a antecipar fórmulas e interações, dando sentido prático ao que estudam e aproximando a química de uma disciplina que, tantas vezes, parece distante da realidade.