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Por Rassani Costa

Na manhã de ontem, quinta-feira (5), o Conselho de Representantes, grupo composto por alunos representantes de sala do Fundamental 2 e Ensino Médio, realizou um encontro com membros do Grupo Guardião, para formalizar a participação das alunas e alunos na construção de uma educação/escola antirracista.

O Grupo Guardião nas escolas tem como responsabilidade impulsionar e organizar o planejamento das ações visando promover as relações raciais para a construção de uma escola/educação antirracista, cuidando de manter vivo o movimento, avaliando e aprimorando periodicamente essas ações. É formado por famílias, professoras(es) e funcionárias(os) da Escola e realiza um trabalho em parceria com a Ação Educativa, ONG situada na cidade de São Paulo.

A formação é parte do processo construído com a Liga das Escolas Antirracistas, grupo de escolas de elite da capital paulista. A ECC é a única escola fora da Capital que faz parte da Liga, sendo a pioneira em Campinas a integrar o grupo.

O encontro foi mediado pelo Diretor Pedagógico, Marcos Marcio, que fez um breve histórico aos estudantes sobre a criação do Coletivo Antirracista e das ações em andamento na escola.

A Ana Paula Cipolli, designer do Departamento de Comunicação da ECC e participante do Grupo Guardião, explicou aos alunos e alunas a importância do letramento antirracista, bem como as datas, horários e formatos dos encontros.

A orientadora educacional, Gabriel Copolla, participante do Grupo Facilitadores, responsável por organizar as demandas e pautas no viés institucional do Coletivo Antirracista da ECC, também falou da importância do letramento antirracista e do quanto tem aprendido com todo o processo, desde a criação do coletivo.

A mediação para a consulta dos alunos participantes foi feita pela Coordenadora do Fundamental 2, Sandra Quatorze, que fez coro sobre a importância do letramento para a percepção de se tornar uma pessoa antirracista.

Aproveitei o espaço de fala dado a mim e citei de forma breve o advogado e filósofo Silvio Almeida, que diz: …é impossível pensar a dimensão da luta antirracista se não houver também uma luta pela igualdade de gênero, isso é fundamental…, lembrando a importância de pensar a diversidade de gênero no momento da escolha dos representantes.

Por fim, 07 estudantes do Fundamental 2 e Ensino Médio se voluntariaram para compor o Grupo Guardião, que agora está completo no quesito representatividade.