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Por Clara Viana e Adilson Gonçalves

No dia 12 de fevereiro, a Escola Comunitária de Campinas (ECC) realizou a palestra e o workshop “Internet Segura – Além de pensar, é necessário também agir e dialogar”, ministrados por Daniel Botelho de Sousa, pai de aluno da ECC e especialista em Segurança da Informação e Tecnologia, e por Adilson Gonçalves, professor de Geografia, coord. do Núcleo de Geografia e de Tecnologias Educacionais da Comunitária.

Integrando a programação relacionada ao Dia da Internet Segura, celebrado nesta semana, o encontro buscou provocar reflexões sobre segurança digital e o papel das famílias no uso consciente das ferramentas de controle parental.

Em sua fala, o professor Adilson Gonçalves apresentou a trajetória da ECC no uso das tecnologias, desde os primeiros passos digitais nos anos 90 até os desafios enfrentados no período pós-pandemia.

Entre os pontos destacados, mencionou medidas recentes, como a obrigatoriedade do ensino digital e a proibição do uso de celulares nas escolas, além de ressaltar o papel da inteligência artificial na educação, alinhando-se ao posicionamento da UNESCO de que a IA deve ser usada com ética e complementar à dimensão humana da aprendizagem.

Já o especialista Daniel Botelho abordou os riscos presentes no ambiente digital e como identificá-los, enfatizando a importância da educação e da comunicação entre pais e filhos. Compartilhou estratégias para fortalecer a confiança, estabelecer regras e limites sem invadir a privacidade ou romper o diálogo, além de destacar a necessidade de acompanhar constantemente a evolução tecnológica.

“A responsabilidade é compartilhada, mas começa em casa. A escola tem seu papel, mas pais e responsáveis precisam assumir o protagonismo. Aprender sobre tecnologia, conversar, trocar informações e se manter atualizado não é opcional”, afirmou o especialista.

O evento contou também com o apoio  da equipe de TI da escola, auxiliando os participantes na configuração de recursos digitais.

A atividade foi destinada às famílias e aos profissionais da Comunitária, promovida pela direção pedagógica, pela coordenação de TI e TE da ECC e pelo Movimento OHLHAR (Onde Há Limites, Há Amor e Respeito), iniciativa de mães da escola voltada a reforçar o papel das famílias no cuidado e controle do uso de celulares, dispositivos eletrônicos e redes sociais pelos filhos e alunos.