Projeto do 2º ano do Ensino Fundamental 1 resgata memórias da infância de avós e bisavós
Por Clara Viana
O 2º ano do Ensino Fundamental 1 da Escola Comunitária de Campinas desenvolve um projeto que convida as crianças a mergulharem na história de suas próprias famílias e na vida cotidiana de gerações passadas.
A proposta aproxima as crianças do tempo da infância de seus avós e bisavós, promovendo reflexões sobre temporalidade, permanências e mudanças ao longo dos anos.
Como fonte de coleta de dados, há o estudo do meio à cidade de Amparo, conhecida por suas praças e jardins públicos e seus casarões restaurados que preservam características arquitetônicas do passado. Durante a visita, as crianças observam como eram as casas, as ruas e os meios de transporte de antigamente.
As crianças visitam o Museu de Amparo observando objetos do final do séculos XIX e XX,.
O projeto do Ensino Fundamental 1 também inclui entrevistas com familiares. Avós e bisavós são convidados a compartilhar suas experiências na escola, relatando como era a vida em sua juventude: os uniformes, os professores e o cotidiano escolar de épocas muito diferentes da atual. Esses relatos permitem às crianças compreender as mudanças sociais e culturais ao longo do tempo.
Além das entrevistas, os alunos também participam de atividades práticas junto aos avós, como o bordado. A escolha dessa prática está relacionada ao fato de a costura ter sido uma atividade frequente na vida dos mais velhos e ainda ser cultivada como passatempo por muitos idosos. Para as crianças, a experiência representa uma oportunidade de vivenciar algo que não faz parte de sua rotina, fortalecendo vínculos e valorizando tradições familiares.
Segundo a professora Natália Pereira, a proposta vai além da história material. O objetivo é trabalhar a noção de passado, presente e futuro, estimulando os alunos a refletirem sobre como se imaginam daqui a alguns anos. Além disso, o projeto aborda temas como os direitos dos idosos e a importância de preservar a memória familiar em tempos de tecnologia, quando muitas vezes as histórias não são mais contadas dentro de casa.
“É muito interessante ver o olhar das crianças diante de objetos e costumes que já não fazem parte da vida atual. Elas se surpreendem e aprendem a valorizar a trajetória de suas famílias”, destacam os responsáveis pela iniciativa.