Primeiro dia da ECC Literária 2026 celebra leitura e cultura
Por Clara Viana
A ECC Literária iniciou nesta segunda-feira, 13 de abril, uma semana dedicada à celebração da leitura junto a estudantes, educadores e famílias. A programação se estende por vários dias, reunindo oficinas, contação de histórias, feiras e diálogos com autores.
O evento começou com a participação do professor moçambicano José Fernandes, que conversou com a 1ª série do Ensino Médio sobre a história e as línguas de Moçambique. José, pesquisador de línguas Bantu, trouxe reflexões sobre a herança cultural africana.
Paralelamente, os alunos do Fundamental 1 (1º ao 5º ano) receberam a escritora e doutora Luciene Tognetta. Na semana anterior, as turmas haviam estudado algumas de suas obras, como Cospe-fogo, O Dragão, Yellow e Casa de Vó e de Vô. Durante o bate-papo, os alunos tiveram a oportunidade de fazer perguntas à autora sobre os livros e sobre seu processo de escrita, tornando o momento uma troca genuína, repleta de curiosidade.
As turmas do 6º ano participaram de uma live com a escritora indígena Trudruá Dorrico. O encontro foi um desdobramento do projeto literário sobre a coletânea Nós, que foca em contos indígenas.
Durante a transmissão, Trudruá compartilhou sua trajetória como escritora, desde as primeiras experiências na infância até sua atuação na literatura indígena. Além disso, presenteou os alunos com um momento interativo: ensinou-lhes uma canção em Macuxi, língua de sua origem, proporcionando uma vivência cultural.
Como parte da programação, os estudantes do Grupo Multietário Integral e do Fundamental 1 participaram de uma contação de histórias com Ombela, a origem das chuvas e, em seguida, do Ateliê Literário: Entre águas e emoções, no qual refletiram de forma criativa sobre tristeza e felicidade, explorando como a literatura ajuda a reconhecer e expressar sentimentos.
O primeiro dia da Semana Literária encerrou-se com a exibição do curta Os dias com Ela, produzido pelos ex-alunos da Comunitária Lucas Coca Matias e Lina Montanari, hoje estudantes de Cinema na FAAP. Após a sessão, eles conversaram com estudantes, educadores e famílias sobre o processo criativo e os desafios da produção. Inspirado em uma experiência pessoal vivida por Lina, o filme abriu espaço para reflexões sobre memória e transformação.
A Semana Literária mostrou, já no primeiro dia, a força que a leitura e a arte têm de aproximar pessoas e despertar emoções. O evento foi uma oportunidade de aprender, sentir e compartilhar, e deixou como marca a certeza de que a literatura abre caminhos para o conhecimento e também para a convivência.